Arquivo de o futuro do câmbio - Frente https://frentecorretora.com.br/es/tag/o-futuro-do-cambio/ Conectando o mundo. Simplificando pagamentos. Mon, 21 Sep 2020 03:00:00 +0000 es hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://frentecorretora.com.br/wp-content/uploads/2024/02/fav.svg Arquivo de o futuro do câmbio - Frente https://frentecorretora.com.br/es/tag/o-futuro-do-cambio/ 32 32 O Futuro do Câmbio ep.004 – BLOCKCHAIN E O CÂMBIO: A HORA DAS FINTECHS https://frentecorretora.com.br/es/o-futuro-do-cambio-ep-004-blockchain-e-o-cambio-a-hora-das-fintechs/ https://frentecorretora.com.br/es/o-futuro-do-cambio-ep-004-blockchain-e-o-cambio-a-hora-das-fintechs/#respond Mon, 21 Sep 2020 03:00:00 +0000 https://frentecorretora.com.br/o-futuro-do-cambio-ep-004-blockchain-e-o-cambio-a-hora-das-fintechs/   Uma das mais recentes inovações que vem revolucionado as relações entre pessoas, empresas e tecnologia – algo que muito se discute, mas ainda pouco se conhece – é o blockchain, criado pelo advento do bitcoin há apenas uma década atrás.   Falando de maneira conceitual, uma definição muito difundida de blockchain é: “sistema que […]

O post O Futuro do Câmbio ep.004 – BLOCKCHAIN E O CÂMBIO: A HORA DAS FINTECHS apareceu primeiro em Frente.

]]>

 

Uma das mais recentes inovações que vem revolucionado as relações entre pessoas, empresas e tecnologia – algo que muito se discute, mas ainda pouco se conhece – é o blockchain, criado pelo advento do bitcoin há apenas uma década atrás.

 

Falando de maneira conceitual, uma definição muito difundida de blockchain é: “sistema que permite a um grupo de participantes, pessoas e/ou empresas, transacionar uns com os outros de maneira segura, sem depender de um ente central ou de terceiros.”

 

Uma ruptura desta dimensão com o status quo naturalmente faz com que muitos voltem sua atenção para essa tecnologia e nos faz pensar que o blockchain pode ser muito mais do que apenas moedas criptografadas para diversos segmentos. De tudo que temos visto até agora, o setor financeiro e o de logística são os primeiros a entender o tamanho do impacto que essa tecnologia pode ter.

 

A tecnologia possui basicamente cinco características:

 

  1. Distribuição ao longo da rede – todos os dados são armazenados em vários computadores;
  2. Consenso – modificações na rede dependem de múltiplos processos e partes seguindo as regras do blockchain;
  3. Contratos inteligentes – programas executam funções automáticas e asseguram que todos estejam seguindo as mesmas regras;
  4. Criptografia – proteção completa à segurança dos dados;
  5. Imutabilidade – uma vez concluída uma transação, ela é armazenada na rede de forma definitiva e não pode ser apagada ou editada.

 

Por estas razões acima mencionadas, os negócios realizados através do blockchain acabam sendo transparentes para todos os seus participantes e isso torna os sistemas baseados por este sistema muito fortes.

 

Por essa razão, o interesse do mercado financeiro pelo assunto só vem crescendo. Muito pela capacidade de potencializar a confiança, segurança, eficiência e otimização de processos, além da melhoria da rastreabilidade, transparência e imutabilidade, gerando ganhos de eficiência e redução de custos.

 

Além disso, a possibilidade de integrar blockchain com outras tecnologias, como a inteligência artificial (IA) e a internet das coisas (IOT), pode levá-lo a inovações de impactos ainda não mensuráveis para toda a indústria.

 

Entrando rapidamente nos meandros do sistema, sabemos que em sua origem o bitcoin provou que, por meio da Distributed Ledger Technology (DLT), moedas e sistemas de pagamento podem existir de forma autônoma, sem um ente centralizador, fora do modelo de negócio tradicional do mercado financeiro e de uma supervisão regulatória. Isso praticamente neutraliza um ataque contundente a sistemas descentralizados.

 

De acordo com um recente relatório da Deloitte, os primeiros impactos do blockchain no mercado financeiro estarão relacionados pagamentos internacionais, mercado de ações, compensação e liquidação das transações, além de compliance.

 

Aqui eu gostaria de acrescentar o câmbio e explico o porquê: o mercado de pagamentos internacionais encontra-se concentrado no SWIFT, uma rede de bancos que define e controla as regras de mensagens pelo qual as transações são hoje executadas.

 

Para um pagamento internacional via SWIFT, as instituições financeiras cobram até 10% do valor da transação em taxas e a confirmação da transação pode levar até cinco dias úteis.

 

Juntando esta informação ao início do bitcoin, ele começou como uma alternativa mais barata ao SWIFT, permitindo pagamentos internacionais quase instantâneos. Porém, a moeda faz parte de uma rede não projetada para múltiplas transações e, devido ao ganho de sua popularidade como um ativo em si – o chamado criptoativo – o bitcoin ficou sujeito à grande volatilidade, tal qual enxergamos hoje.

 

Portanto, é necessário unirmos as qualidades de instituições como o SWIFT, capazes de lidar com muitas transações, com a descentralização, transparência e eficiência trazida pelo blockchain. É daí que vem a necessidade de empregar esta tecnologia ao universo empresarial. Vários desses esforços estão em andamento.

 

Um exemplo desta aplicação está nas plataformas de remessas internacionais, que podem reduzir de maneira relevante os custos de transmissão de informação de câmbio, bem como riscos operacionais.  Algumas fintechs “early adopters”, que acreditaram na tecnologia e desenvolveram o caminho mais rapidamente, iniciaram em 2018 a aplicação do blockchain baseada na Ripple, que permite pagamentos internacionais, com taxas insignificantes e confirmação quase instantânea.

 

Ripple é uma rede ponto-a-ponto descentralizada, que fornece um protocolo de pagamento digital para instituições financeiras. A rede permite ainda a transferência digital direta de dinheiro, se você deseja enviar fundos convencionais em dólares ou criptomoedas como bitcoin.

 

Para garantir transações perfeitas entre duas partes, a Ripple conta com um meio chamado gateway, que atua como um link de confiança para cada parte. Empresas e indivíduos podem se inscrever e iniciar um gateway para autorizá-los a agir como intermediários para concluir a troca.

 

Concluindo, o blockchain já está revolucionando o mercado financeiro, melhorando a rastreabilidade, transparência e imutabilidade, proporcionando confiança, segurança, eficiência e otimizando processos. E esta revolução já chegou ao câmbio, de maneira silenciosa, mas de forma a acelerar uma mudança drástica na precificação das operações em um curto espaço de tempo.

 

 

O post O Futuro do Câmbio ep.004 – BLOCKCHAIN E O CÂMBIO: A HORA DAS FINTECHS apareceu primeiro em Frente.

]]>
https://frentecorretora.com.br/es/o-futuro-do-cambio-ep-004-blockchain-e-o-cambio-a-hora-das-fintechs/feed/ 0
O Futuro do Câmbio ep.002 – 5 anos em 5 meses https://frentecorretora.com.br/es/o-futuro-do-cambio-ep-002-5-anos-em-5-meses/ https://frentecorretora.com.br/es/o-futuro-do-cambio-ep-002-5-anos-em-5-meses/#respond Mon, 10 Aug 2020 03:00:00 +0000 https://frentecorretora.com.br/o-futuro-do-cambio-ep-002-5-anos-em-5-meses/ 5 anos em 5 meses: a pandemia e as fintechs já mudaram o comportamento de compra de câmbio Se há uma certeza neste momento em que vivemos é que nada será como antes. A palavra de ordem é ADAPTAÇÃO. E nós, seres humanos, apesar de muito adaptáveis, temos dificuldades em mudar certos hábitos. Nós mudamos […]

O post O Futuro do Câmbio ep.002 – 5 anos em 5 meses apareceu primeiro em Frente.

]]>

5 anos em 5 meses: a pandemia e as fintechs já mudaram o comportamento de compra de câmbio

Se há uma certeza neste momento em que vivemos é que nada será como antes. A palavra de ordem é ADAPTAÇÃO. E nós, seres humanos, apesar de muito adaptáveis, temos dificuldades em mudar certos hábitos. Nós mudamos nossos padrões de comportamento somente com muito condicionamento ou quando somos forçados a mudar por agentes externos, que nos tiram da zona de conforto. E isso é muito forte quando associamos esta peculiaridade ao nosso comportamento de compra.

A pandemia surgiu como um daqueles fatores que nos forçam a mudar. Tivemos que nos adaptar, não houve outro caminho. E muito desta mudança está na forma em que passamos a comprar determinados produtos, levando a um aumento de tráfego estrondoso em todas as plataformas de e-commerce.

Segundo o indicador de consumo MCC-ENET, desenvolvido pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) em parceria com o Movimento Compre & Confie, o e-commerce praticamente dobrou suas vendas no mês de abril, com uma alta de 99% em relação ao mesmo período do ano passado. Quando analisamos o faturamento, este número registrou crescimento de quase 82%.

Com o câmbio não será diferente. Apesar de uma dificuldade natural enfrentada pelo câmbio turismo com a redução drástica das viagens, o setor tem buscado se transformar digitalmente e agora já sente um aumento da demanda por meio desta modalidade de compra.

A experiência digital de compra de produtos financeiros de alto valor agregado e absoluto sempre gerou um certo receio por parte do cliente. Hoje, uma simples compra que custe US$ 1 mil em papel moeda, por exemplo, representaria cerca de R$ 5,5 mil em cotações atuais. Trata-se de um valor alto, especialmente para comprar de alguém que você não vê e não ouve diretamente.

Esse receio, porém, começou a cair por terra com a impossibilidade de um cliente se dirigir a uma loja para recorrer a algum serviço de câmbio presencial (que tem como único benefício tangível o conforto psicológico).

Atualmente já é possível comprar papel moeda por e-commerce, solicitar a entrega por delivery, pagar da forma que desejar – cartão, boleto, TED –, agendar a entrega e ainda receber em casa. Além disso, fazer remessas internacionais através das fintechs, especialmente aquelas que utilizam a tecnologia blockchain, possibilita realizar transferências internacionais de modo mais rápido e barato, de forma 100% digital.

Por isso, uma vez que o atual cenário estimulou essa experimentação do modelo digital de compra de câmbio, nada mais será como antes.

Isso vai impactar de maneira muito relevante o setor e redirecionar o foco dos grandes players, que hoje operam com preços muito altos devido aos altos custos de manutenção de uma ampla rede de lojas e franquias. Custos como condomínio, aluguel,  segurança, estoque de moeda em espécie e logística sempre irão impactar no valor final da compra

A transformação digital cruzou a sua última fronteira dentro do mercado financeiro e ela é o câmbio. Essa é uma equação que une mudança de comportamento, ferramentas que consigam atender aos processos regulatórios e que tragam uma experiência segura, fácil e barata ao cliente. Essa transformação mudará de vez este mercado nos mesmos moldes do que já se viu no mercado segurador e de investimentos. A palavra da vez é conveniência.

A experiência do cliente deve estar no centro das futuras decisões de qualquer companhia. Não será diferente com o câmbio, que não deve ser burocrático, lento e caro. Esta visão já é uma realidade: os novos players de mercado estão atentos para uma retomada muito mais digital do que se imaginava.

O post O Futuro do Câmbio ep.002 – 5 anos em 5 meses apareceu primeiro em Frente.

]]>
https://frentecorretora.com.br/es/o-futuro-do-cambio-ep-002-5-anos-em-5-meses/feed/ 0
O Futuro do Câmbio ep.001 – Até quando compraremos moeda estrangeira em papel? https://frentecorretora.com.br/es/moeda-estrangeira-em-papel/ https://frentecorretora.com.br/es/moeda-estrangeira-em-papel/#respond Mon, 27 Jul 2020 03:00:00 +0000 https://frentecorretora.com.br/moeda-estrangeira-em-papel/ Até quando compraremos moeda estrangeira em papel?   Com a instalação da pandemia do Covid-19 em diversas regiões do globo, o papel-moeda, que para muitos já vinha sendo gradativamente deixado de lado, parece prestes a entrar em extinção. Com as orientações de isolamento social e uma série de estabelecimentos fechados, muitos passaram a consumir via […]

O post O Futuro do Câmbio ep.001 – Até quando compraremos moeda estrangeira em papel? apareceu primeiro em Frente.

]]>

Até quando compraremos moeda estrangeira em papel?

 

Com a instalação da pandemia do Covid-19 em diversas regiões do globo, o papel-moeda, que para muitos já vinha sendo gradativamente deixado de lado, parece prestes a entrar em extinção. Com as orientações de isolamento social e uma série de estabelecimentos fechados, muitos passaram a consumir via e-commerce e aplicativos de entrega, que dão preferência por pagamentos com cartão ou com carteiras digitais.

 

De acordo com uma pesquisa do Instituto Locomotiva divulgada no último trimestre de 2019, cerca de 70% dos brasileiros ainda utilizavam o dinheiro em espécie como principal método de pagamento. Ainda não temos um estudo equivalente com os impactos da pandemia, mas um levantamento recente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) revela que as compras com cartão aumentaram mais de 14% no primeiro trimestre de 2020 — período que abrange apenas o início da pandemia aqui no Brasil.

 

No mesmo intervalo, o crescimento do uso de cartões pré-pagos foi de 77,6%. Nesta categoria, muito provavelmente temos pessoas que até então não acessavam o sistema bancário formalmente, mas que foram obrigadas a se digitalizar para seguirem consumindo em tempos de isolamento social. A tendência é que esta variação seja significativamente maior entre abril e junho desde ano, meses mais afetados pela crise.

 

A ideia de uma sociedade sem dinheiro é promissora, principalmente quando os cuidados globais com a higiene aumentam e são adotados em larga escala. Não à toa, alguns países já começaram a tomar medidas para a desinfestação do papel-moeda, principalmente de notas repatriadas. Diante deste cenário, fazemos o seguinte questionamento: até quando fara sentido vendermos o papel-moeda àqueles que viajam ao exterior? Obviamente que esta demanda ainda segue represada, mas tende, pouco a pouco, a voltar à normalidade.

 

No Brasil, temos ainda um grande obstáculo a ser vencido, o tão conhecido IOF (Imposto sobre Operações de Crédito). Enquanto a alíquota que incide sobre a compra de papel-moeda é de 1,1%, a taxa sobre os volumes gastos em cartão de crédito ou mesmo nos cartões pré-pagos é de 6,38%. No último caso, o usuário ainda tem de arcar com taxas para a emissão do cartão e para saques — que por sua vez são limitados no exterior. Tamanha taxação acaba, naturalmente, desincentivando a adoção por meios digitais pelo consumidor viajante.

 

Em novembro, o Banco Central deve implementar o PIX, seu sistema de pagamento instantâneo, que permitirá transferências e pagamentos entre pessoas, empresas e governos 24 horas por dia, sete dias por semana. Isso a baixo custo e, obviamente, de forma menos burocratizada. Sem dúvida alguma, a ferramenta contribuirá ainda mais para o abandono de notas e moedas internamente, uma vez que até mesmo a passagem do ônibus poderá ser paga instantaneamente, seja por um cartão ou mesmo celular, sem a necessidade de instituições intermediárias.

 

Muito provavelmente este será um passo definitivo para uma futura extinção do dinheiro em espécie. Com o pagamento instantâneo gestado em terras brasileiras, talvez seja a hora de começarmos a pensar também em como facilitar e baratear as transações de câmbio. O mundo segue pelo caminho do “paper free” quando o assunto é meio de pagamento. O caminho é longo, mas viabilizar pagamentos no exterior de forma rápida, segura e cada vez mais acessível, é algo que deve beneficiar a todos.

O post O Futuro do Câmbio ep.001 – Até quando compraremos moeda estrangeira em papel? apareceu primeiro em Frente.

]]>
https://frentecorretora.com.br/es/moeda-estrangeira-em-papel/feed/ 0