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Diariamente o dólar apresenta variações no seu preço, por conta de diversos fatores na economia que impactam diretamente a volatilidade do câmbio.

 

E nisso, o reflexo dessa mudança atinge os produtos e serviços que compramos em sites no exterior ou em viagens para outro país. Mas, a alta ou queda do dólar impacta também o bolso do brasileiro em bens adquiridos no dia a dia, como compra de combustível, arroz, massas entre outros.

 

Para entender o motivo da variação do dólar, é preciso conhecer sobre a volatilidade do câmbio e os fatores que implicam ela, além saber a diferença dos dólares – turismo e comercial.

 

 

 

Tipos de dólar

 

Uma pergunta recorrente é “Por que o dólar que eu compro é sempre mais caro que o divulgado na mídia?”, isso se dar por conta de haver algumas categorias de dólares, na qual cada uma se enquadra em situações distintas, vejamos os dois tipos:

 

• Dólar turismo: É a moeda utilizada para viagens ou compras no exterior por pessoas físicas. Ele costuma ser mais caro, por conta dos acréscimos da aplicação de juros, o Imposto sobre operações Financeiros (IOF) e custos logísticos.

 

• Dólar comercial: É a moeda que aparece na cotação real que você vê nas mídias, ela é usada como base para as operações comerciais, como as de exportação e importação. Por ser movimentado por empresas ou instituições que movimentam grandes quantias, o seu preço acaba ficando menor.

 

 

 

O que causa a variação do dólar?

 

Os especialistas apontam alguns fatores que geram a variação no dólar, mas todos os apontamentos são embasados no princípio, oferta e demanda.

 

Ou seja, quando a procura é baixa pelo dólar no mercado, a cotação fica menor, agora se está em alta, o valor valoriza, e assim sobe o preço.

 

 

 

Quais os efeitos da variação do dólar

 

De primeiro contato, a variação do dólar impacta quem irá viajar para o exterior, por alterar o preço das passagens, a cotação nas casas de câmbio e as compras que serão realizadas por lá.

 

Caso tenha uma permanência a longo prazo, o consumidor será afetado no dia a dia, por impactar os custos das empresas. Como será alterado o valor das matérias primas e insumos importados, as indústrias podem repassar essa diferença para o preço final do produto ou serviço.

 

 

 

Por que o dólar sobe?

 

Veja os principais fatores que geram essa variação:

 

• Déficit da balança comercial: situação em que o Brasil importa mais do que exporta, fazendo com que a oferta de dólares diminuía – quando a cotação da moeda sobe.

 

• Gastos no exterior: quando há um número elevado de brasileiros fora do país, acaba gerando uma demanda maior por dólares que serão gastos fora do Brasil;

 

• Juros dos Estados Unidos: se os juros americanos subirem, a tendência é que investidores no Brasil levem seu dinheiro para fora, pelo fato dos rendimentos lá ficarem mais altos.

 

Ganha mais quem recebe pagamentos em dólar, e perde quem tem custos a pagar na moeda americana.

 

 

 

Por que o dólar cai?

 

Caso os mesmos fatores forem aplicados ao contrário, apresentam a queda em relação ao real:

 

• Superávit comercial: se as empresas brasileiras venderem mais produtos no exterior, entrará mais dólares no país, aumentando a oferta;

 

• Gastos de estrangeiros: o número elevado de entrada de turistas estrangeiros no Brasil também traz mais da moeda para o país;

 

• Juros do Brasil: agora, se os juros brasileiros subirem, valerá a pena para investidores trazerem seu dinheiro para cá, pelo fato dos rendimentos aqui ficarem mais altos.

 

 

 

Quer saber mais? Acompanhe diariamente o nosso site e redes sociais.

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Desde o dia 26 de março, a moeda vinha se mantendo acima deste patamar

O dólar abriu o dia mais uma vez em forte queda. Às 13h desta sexta-feira, sua desvalorização era de 3,13%, sendo cotado a R$ 4,95. Esta é a primeira vez que a moeda é negociada abaixo de R$ 5 desde o dia 26 de março, quando chegou a ser vendida por R$ 4,97 no meio do pregão. A última vez que o dólar encerrou um dia cotado a menos que R$ 5 foi em 16 de março, a R$ 4,85.

Desde que atingiu seu maior valor nominal na história no dia 14 de maio, a R$ 5,97, o dólar sofreu fortes oscilações nas últimas semanas e começou a mostrar sinais de alívio. Até o momento, a moeda já apresenta uma queda de 16,92% desde que atingiu seu pico.

Segundo especialistas consultados pelo E-Investidor, a melhora no ambiente interno e externo explica o desempenho positivo do real nos últimos dias. Contando o dia de hoje, dos últimos 13 pregões, o dólar caiu em 10 deles.

AMBIENTE INTERNO

Para Cristiano Lima, superintendente de derivativos da Ágora Investimentos, os fatores locais que mais interferem na queda do dólar são o cenário político mais calmo e o plano de reabertura do comércio local. “Antes, a incerteza era de quando a economia ia abrir, mas agora já temos o plano para o estado de São Paulo”, diz. “Além disso, tínhamos a questão política fervendo, que agora se acalmou.”

Na visão de  Otávio Aidar, estrategista-chefe e gestor de moedas da Infinity Asset, o cenário político mais calmo é fundamental para estabilizar a moeda. “O ambiente em Brasília é importante, pois é ele que garante o alívio fiscal do País também.”

Fabrizio Velloni, chefe da mesa de câmbio da Frente Corretora, concorda com a visão dos outros especialistas. Para ele, a diminuição da pressão política interna foi fundamental para queda recente do dólar. “O valor estava muito alto principalmente pela pressão política envolvida no País.”

EXTERIOR TAMBÉM AJUDA

Além da reabertura das economias, a corrida para a descoberta de uma vacina contra o coronavírus também tem influenciado no sobe e desce da moeda. “Isso é o que mais tem impulsionado a queda”, diz Lima, da Ágora.

Com isso, Velloni pontua que ao que tudo indica a pandemia está sendo controlada e a economia mundial irá se recuperar mais rápido do que se imaginava. “Não vamos chegar no fundo do poço como estávamos esperando”, afirma o chefe da mesa de câmbio da Frente Corretora.

Isso significa que a desvalorização do dólar não é limitada apenas em relação ao real, e sim a todas as moedas emergentes. “Elas sofreram muito na crise e agora estão recuperando seu valor”, afirma Aidar, da Infinity Asset.

Apesar da recuperação global, Aidar ressalta que a recuperação do real em relação ao dólar ainda é maior do que as outras moedas emergentes. Segundo ele, isso acontece devido a melhora dos fatores locais, que antes eram o que faziam o real ser a moeda que mais tinha se desvalorizado no ano. “Como o real foi o que mais sofreu por estes fatores, agora ele é o que mais está se recuperando”, diz.

O QUE ESPERAR DO DÓLAR DAQUI PARA FRENTE?

Se o ambiente político continuar dando trégua e não ocorrer uma segunda onda de contágio da pandemia mais à frente, o dólar deve manter o comportamento recente, segundo os especialistas da Ágora e da Infinity Asset.

“Um dia ou outro pode até acontecer do dólar subir, mas não a longo prazo. Com a economia voltando e a política mais calma, a tendência é essa”, afirma Aidar, da Infinity Asset.

Lima também reforça que o cenário para o futuro do Brasil não está mais nebuloso como antes e se tudo continuar como está a moeda deve seguir se depreciando.

“O dólar é muito volátil, mas no cenário atual eu não não vejo motivos para subir de novo”, diz o superintendente da Ágora Investimentos.

Apesar disso, Velloni ressalta que a volatilidade ainda é um fator que o preocupa. Segundo ele, os riscos da dólar subir vão continuar existindo enquanto não existir uma solução efetiva para a doença. “Os número estão vindo melhores, mas não temos efetivamente uma cura para a doença e do dia para a noite tudo pode piorar novamente.”

O chefe da mesa de câmbio da Frente Corretora ainda afirma que não acredita que a moeda americana deve cair muito mais nos próximos dias, pois a economia interna ainda não foi reativada.

“O dólar estava totalmente fora do preço pelos fatores citados. Agora que eles passaram a moeda caiu, mas não vejo perspectiva de curto prazo para a economia interna melhorar e para chegarmos a um patamar mais abaixo da moeda, precisamos ver uma melhora dela”, diz Velloni.

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